Série: 5 bases para criar materiais didáticos de alta qualidade para EAD – #Base 1

12 maio 2017

Então você está pensando em criar seus próprios materiais didáticos para educação à distância?

Bacana! Vamos nesse artigo te passar algumas dicas essenciais para que você inicie bem na construção do seu material para cursos em EaD.

Para passarmos nossas dicas iniciais, vamos primeiramente, descrever uma curiosidade sobre a cultura japonesa.

Você já ouviu dizer que o povo japonês adora ver seus pratos apresentando bastante beleza e variedade, tanto de cores como de sabores? Pois bem, existe uma tradição que credita ao número 5 uma grande importância dentro dessa cultura oriental, o qual também se aplica à culinária japonesa de uma forma muito interessante, fazendo desta uma arte única: 5 sentidos, 5 cores, 5 sabores, 5 maneiras, 5 atitudes.

Você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com fazer material didático para EaD? O Oráculo disruptivo te responde agora! Vamos te passar 5 bases extremamente necessárias que todo bom construtor de material didático para EaD deveria de saber! Nesse primeiro artigo vamos explorar a 1ª base: Estética.

1ª Base – Estética ou Aparência do Material

Assim como a culinária japonesa entende que a relação com a comida inicia por seu visual, o qual deve aparentar sofisticação e beleza, uma das primeiras coisas que você deve saber para criar seu material é: a importância da estética ou aparência!

A estética faz referência ao apelo visual e a seu poder de atração final para o usuário, de forma que limitações nessa área podem reduzir a quantidade e a qualidade gráfica da informação que estará disponível.

Sim, parece que não, mas muitos daqueles cibernautas ávidos por novos conhecimentos, inclusive por aqueles que você proporciona com seus cursos, são seletivos no quesito aparência! Eles comem o material primeiramente com o olhar, assim como você come sua comida primeiramente com os olhos, ou no caso de deficientes visuais, com o tato!

Por isso, é muito importante que você dê atenção especial à forma como vai apresentar seu material aos seus possíveis clientes. Há clientes para todos os tipos, e uma grande parcela desses inicia pela visualização como fator preponderante ao próximo passo ou não! Se gostar do que viu inicialmente, então ele vai fuçar seu material e, ainda que não estivesse tão interessado assim no curso X, é provável que ele vá querer dar uma espiada nos demais para ver se tem algo que lhe interessa…daí quem sabe pinta a vontade de fazer um curso contigo!

Grave isso na sua cabeça: cuidar da aparência exige conhecimentos que vão desde noções de diagramação, estudo das cores, fontes e formas geométricas que aguçam a percepção e dinamizam o aprendizado até a presença de ruídos ou não nos conteúdos imagéticos, chegando assim a compor uma verdadeira arquitetura visual do texto!

Portanto, anote ai algumas dicas que tem como base a aparência ou design:

  • Imagens: dê ênfase àquelas que remetem à circularidade e à continuidade das ideias expostas, demonstrando assim que não há necessidade de pressa no aprendizado!
  • Cores: utilize um esquema coeso e padronizado de cores, as quais devem conduzir os alunos a ações de antecipação, discriminação e condensação das ideias presentes no texto escrito ou no texto oral, em caso de hiperlinks que desembocam em vídeos.
  • Fontes: parece um item sem importância, mas não é! Ligado diretamente à questão da aparência, os cuidados estéticos com as fontes devem contribuir para que os textos ofereçam melhor legibilidade, isto é, tenham sua leitura facilitada. Não é recomendável, por exemplo, utilizar duas tipologias no mesmo texto.
  • Tabelas, Listas e Gráficos: aqui você não deve enfeitar muito, mas deve permitir que estes espelhem os dados apresentados com certa uniformidade de clareza na sinalização, objetividade na descrição e hierarquia na disposição. Clareza, objetividade e hierarquia na apresentação de dados por meio de tabelas, listas e gráficos, compõem juntamente uma estética especifica que requer naturalização no decorrer de todo o material.
  • Densidade: você já percebeu que aqueles catataus de livros acabam por assustar em vez de atrair? A pessoa olha para aquela Bíblia que promete ensiná-lo em 30 dias e só pensa em uma coisa: tenho que ler tudo isso dai? Pois é, boa parte acaba fazendo sua opção nesse exato momento! E que tal se você dividir tudo em pequenos fascículos, em materiais sequenciados, em parcelas que o cliente não se assuste! Olha só o que estou fazendo contigo agora: passando apenas a primeira base! E, tenho certeza de que se você se interessou por esse assunto, não vai querer perder a próxima base…vai?

Bom, por enquanto é isso ai! Lembre-se de que a prática traz a perfeição! Portanto, não fique muito encucado com tudo o que colocamos aqui como se você tivesse que dar conta de tudo sozinho!

Tudo de bom e até nosso próximo artigo com a exposição da 2ª base para criar materiais didáticos de alta qualidade!

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